Na Avenida Paulista, ações de marcas como Ricca e Nestlé têm transformado a rua em um espaço de experimentação sensorial, onde transeuntes podem interagir com produtos antes de comprar. Um painel interativo instalado em frente a uma loja da Ricca permitiu que pedestres testassem cafés e snacks, enquanto a Nestlé promoveu degustações em quiosques temporários integrados a aplicativos móveis.
Essas iniciativas vão além da propaganda tradicional. “Observar como as pessoas reagem a produtos em tempo real fornece dados sobre preferências e hábitos que anúncios online sozinhos não mostram”, comenta um analista do setor. Mas o impacto nem sempre é positivo: a ocupação do espaço público e o registro de imagens e dados de usuários levantam questões sobre privacidade e convivência urbana.
Dados da Associação Brasileira de Empresas de Ativação de Marca indicam que ações desse tipo podem aumentar engajamento em até 30% quando combinadas com plataformas digitais. Ao mesmo tempo, críticos lembram que ruas centrais, como a Paulista, têm espaço limitado, e intervenções frequentes podem gerar conflito entre fluxo de pedestres e estratégias comerciais.
O fenômeno mostra uma mudança estratégica no varejo físico: a rua se torna laboratório de testes e observação, mas também espaço de debate sobre limites entre marketing e convivência urbana. Para especialistas, entender o comportamento do consumidor diretamente no ambiente público é valioso, desde que respeitados direitos de privacidade e espaço coletivo.
Ver essa foto no Instagram

