O aumento nas vendas de um carrinho de pipoca no litoral de São Paulo começou com uma decisão incomum: colocar um robô para trabalhar. A ideia partiu do artista plástico Éder César de Paula, o Edy Prata, que passou a usar uma de suas criações para atrair público na orla do bairro Caiçara, em Praia Grande.
Inspirado no personagem Pica-Pau, o robô “Frank” foi adaptado para puxar o carrinho e acabou se tornando o principal chamariz do ponto. Em meio à concorrência entre ambulantes, a estratégia fez diferença ao transformar uma venda comum em algo que chama atenção de quem passa, especialmente de adultos que reconhecem a referência do desenho.

Edy, de 40 anos, produz robôs a partir de materiais recicláveis em uma oficina montada na própria casa. O trabalho ganhou alcance nas redes sociais, onde ele soma mais de 350 mil seguidores no TikTok. Parte das criações nasce de pedidos do público, como o “Hunter”, um robô em forma de lobo com cerca de três metros de altura que interage com pessoas usando inteligência artificial.
“Eu olho para um objeto comum e já consigo imaginar ele como parte de um robô”, afirma o artista, que cresceu em Angra dos Reis sem acesso a brinquedos e desenvolveu desde cedo o hábito de criar com o que tinha disponível.
Além das peças maiores, ele também produz miniaturas e objetos decorativos, sempre com sucata. No caso do carrinho de pipoca, a aplicação prática da ideia ajudou a diferenciar o negócio em um ambiente onde a disputa costuma ser direta por preço ou localização.
O episódio mostra como soluções simples, fora do padrão, podem alterar a dinâmica do comércio de rua, criando um tipo de experiência que vai além do produto vendido.
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