A Dove levou para a Avenida Paulista uma estratégia que mistura memória publicitária e comportamento digital. Em uma ação realizada na última sexta-feira (21), a marca transformou o jingle da campanha em parte de uma experiência presencial pensada para aproximar publicidade, entretenimento e produção de conteúdo.
O movimento chama atenção porque recupera uma linguagem clássica da propaganda em um cenário dominado por vídeos curtos, redes sociais e ativações que dependem da participação do público. Durante décadas, os jingles ajudaram marcas a permanecer na memória coletiva; agora, voltam adaptados a uma lógica mais interativa.
Do comercial para a experiência
Na ação, a música deixou de funcionar apenas como trilha de campanha e passou a ocupar o centro da interação. A proposta foi transformar um recurso tradicional da publicidade em algo capaz de ser vivido, gravado e compartilhado.
Esse tipo de estratégia acompanha uma mudança perceptível no mercado de beleza. Marcas vêm investindo cada vez mais em experiências presenciais que prolongam a campanha para além dos anúncios e criam situações com potencial de circular organicamente nas redes.
Publicidade feita para virar conteúdo
O formato também mostra como o papel do consumidor mudou dentro das ativações de marca. Em vez de apenas assistir a uma campanha, o público passa a participar dela e, muitas vezes, ajuda a ampliar sua circulação ao transformar a experiência em conteúdo próprio.
No caso da Dove, o jingle funcionou como ponte entre dois momentos da publicidade: de um lado, a tradição de músicas criadas para fixar mensagens; do outro, uma cultura em que experiências presenciais já nascem com potencial de ganhar uma segunda vida nas redes sociais.
Encerrada na sexta-feira, a ação reforçou uma tendência cada vez mais comum entre grandes marcas: recuperar elementos conhecidos da publicidade e reposicioná-los dentro de formatos mais participativos, culturais e compartilháveis.

