Quase meio século depois de começar pequeno, no centro de Curitiba, o Boticário agora aparece no topo de um ranking global do setor de beleza. Um levantamento da Euromonitor International aponta a marca brasileira como o maior varejista de beleza do mundo em número de lojas — um marco para uma empresa que nasceu preparando hidratantes em uma simples batedeira.
Hoje, a rede ligada ao Grupo Boticário soma quase 4 mil pontos de venda e presença em 1.655 cidades brasileiras, além de operar em 16 países. O crescimento reflete uma estratégia que mistura varejo físico forte, expansão internacional e um modelo de franquias que se tornou peça central da operação.
A aposta nas franquias que moldou o crescimento
Um dos movimentos decisivos da empresa foi investir cedo no franchising. O formato permitiu acelerar a presença da marca em diferentes regiões do Brasil e, depois, fora do país, mantendo padronização de atendimento e proximidade com o consumidor.
Segundo o CEO do grupo, Fernando Modé, a expansão foi construída sobre relações de longo prazo com franqueados e adaptação às características de cada mercado. Para ele, a consistência operacional — da logística ao atendimento — é o que sustenta o crescimento contínuo da rede.
O que explica o salto no mercado de beleza
O reconhecimento também revela uma tendência maior no setor: a importância da experiência física no varejo de cosméticos. Mesmo com o avanço do comércio online, marcas que conseguem transformar a loja em espaço de experimentação e relacionamento seguem ganhando força.
No caso do Boticário, a combinação entre leitura cultural dos consumidores, inovação em produtos e presença territorial ampla ajudou a consolidar a marca em diferentes mercados.
Uma trajetória de quase 50 anos
Fundado há 49 anos, o negócio começou de forma artesanal em Curitiba (PR). Ao longo das décadas, evoluiu para uma operação internacional e altamente capilarizada — algo raro no varejo de beleza.
O resultado é um caso de estudo dentro do mercado: uma marca brasileira que cresceu combinando franquias, identidade local e escala global, em um setor cada vez mais competitivo. Para quem acompanha o varejo, o movimento mostra como modelos de expansão bem estruturados podem transformar negócios regionais em protagonistas mundiais.
