No Big Brother Brasil, nada é pequeno demais para ganhar proporção nacional. Às vezes, não é uma estratégia de jogo, uma briga ou uma reviravolta que domina as conversas — é um detalhe estético. Foi o que aconteceu após o paredão da última segunda-feira (10), no BBB 26.
Com a eliminação de Sarah Andrade, as atenções se voltaram para a reação emocional de sua aliada, Maxiane. O choro veio — e com ele, a maquiagem borrada. Em questão de minutos, a cena já circulava nas redes sociais, transformando um momento íntimo em assunto público.
Da emoção ao marketing em tempo real
O que poderia ser apenas mais um recorte sensível do reality rapidamente ganhou outra camada: marcas entraram na conversa. A Avon aproveitou o episódio para relembrar sua presença no BBB e reforçar o discurso sobre seus produtos. O movimento não foi isolado — o perfil oficial da emissora também fez referência bem-humorada à aparência da participante após a eliminação.
Uma das publicações relacionadas ao tema ultrapassou 107 mil visualizações, com usuários especulando sobre qual maquiagem Maxiane estaria usando. Parte do público sugeriu que poderia ser um produto associado à influenciadora Virgínia, ampliando ainda mais o debate.
gente…. que base hein… ops quis dizer, FASE…. quando eu tava no 21 isso não acontecia…
— Avon Brasil ✨💄 (@AvonBR) February 11, 2026
Esse tipo de engajamento mostra como o BBB se tornou um ecossistema onde marcas, audiência e narrativa se entrelaçam em tempo real. A repercussão não depende apenas do que acontece na casa, mas da velocidade com que empresas conseguem transformar acontecimentos em oportunidade de conversa.
O BBB como vitrine de branding instantâneo
A estratégia não é exclusiva da Avon. No mesmo dia, o Mercado Pago interagiu com fãs de Juliette a partir do contexto da eliminação de Sarah Andrade. Já no início da temporada, a Netflix aproveitou uma fala da participante Chaiany — que mencionou “Bridgerton” ao se referir a outro brother — para também marcar presença nas redes.
O padrão é claro: o reality funciona como uma plataforma de ativação contínua. Não se trata apenas de patrocínio tradicional, mas de presença cultural. As marcas monitoram, interpretam e entram na conversa quando percebem uma brecha narrativa.
