sexta-feira, 3 abr 2026
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Arcor aposta em “recebidos” interativos e muda jogo de influência na Páscoa

Como a Arcor transforma “recebidos” em estratégia de engajamento real na Páscoa

Em: Portal G

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Em meio a uma Páscoa que deve movimentar bilhões no varejo brasileiro, uma mudança silenciosa vem acontecendo fora das prateleiras: o jeito como marcas tentam chamar atenção nas redes. A Arcor decidiu mexer nessa lógica ao transformar o envio de produtos em experiências pensadas para virar conversa — não só postagem.

A iniciativa foi criada em parceria com a faro.ag e parte de um diagnóstico simples do mercado: o excesso de “recebidos” tradicionais perdeu força diante de um público que já reconhece facilmente conteúdos engessados. A resposta foi abrir mão de roteiros e apostar em interações mais espontâneas.

Caixa de presente amarela e vermelha da marca Bon o Bon sobre uma bancada de mármore em uma cozinha iluminada. A embalagem possui frases como "tuuudo que é bom" e desenhos de corações.
— Foto: Divulgação

Na prática, isso significa kits de Páscoa desenhados para serem usados, interpretados e até “brincados”, antes mesmo de serem consumidos. A ideia é que o conteúdo nasça do uso real, não de uma entrega pronta. “Mais do que enviar produtos, queremos criar experiências que inspirem interpretações únicas e relevantes”, afirma Carolina Hisayasu, da faro.ag.

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Mulher jovem de cabelos escuros e longos, vestindo camiseta preta, sorrindo de perfil para a câmera contra um fundo cinza neutro.
Carolina Hisayasu, executiva de Planejamento Estratégico da faro.ag — Foto: Divulgação

A estratégia foi dividida em dois caminhos, de acordo com o público. De um lado, Tortuguita aposta em elementos lúdicos e participação ativa, com embalagens que funcionam como parte da experiência — uma tentativa clara de dialogar com famílias e a geração mais nova. De outro, Bon o Bon segue uma linha mais estética e sensorial, mirando jovens adultos com uma proposta mais ligada a desejo e estilo.

Interior de uma caixa de presente marrom revelando um Ovo de Páscoa Bon o Bon Supreme em embalagem dourada. Ao lado, o texto "Experimente essa novidade".
— Foto: Divulgação

O movimento revela uma tendência maior: o seeding deixa de ser logística e passa a ser linguagem. Em vez de apenas distribuir produtos, marcas tentam criar situações que gerem narrativa própria nas redes — algo mais difícil de controlar, mas potencialmente mais relevante.

Esse reposicionamento acontece em um cenário de alto interesse comercial. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, a Páscoa deve gerar cerca de R$ 3,36 bilhões em vendas, com os ovos de chocolate no centro das atenções. É justamente nesse ponto que a disputa por visibilidade se intensifica — e onde estratégias como essa ganham espaço.

No fim, a aposta da Arcor sugere uma leitura direta do comportamento digital atual: não basta aparecer, é preciso dar motivo para que as pessoas queiram contar a história por conta própria.

Rafha Costa
Rafha Costahttps://portalg.com.br
Especialista em marketing e editor do Portal G, com foco em tendências de consumo e branding
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