InícioEntretenimento em DestaqueDisney estuda streaming gratuito para ampliar alcance

Disney estuda streaming gratuito para ampliar alcance

Nova modalidade pode abrir uma porta de entrada sem assinatura para filmes e séries da companhia e aproximar mais público do Disney+.

Em: Portal G

Publicidade

A Disney estuda abrir parte de seu universo de filmes e séries para quem não paga assinatura. A companhia avalia criar uma oferta gratuita sustentada por publicidade, uma mudança relevante para uma empresa que passou os últimos anos concentrando sua estratégia digital no crescimento do Disney+.

A possibilidade foi confirmada pelo CEO Josh D’Amaro durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre fiscal de 2026. Por enquanto, não existe data de lançamento, catálogo definido ou confirmação de que o projeto efetivamente chegará ao público.

O interesse está justamente em alcançar espectadores que consideram o preço das assinaturas uma barreira. Em vez de depender apenas da mensalidade, a Disney poderia monetizar esse público por meio de anúncios e, ao mesmo tempo, apresentar seus conteúdos a potenciais futuros assinantes.

Publicidade

Gratuito pode virar vitrine para o Disney+

O desenho aproxima a Disney dos modelos FAST e AVOD, já explorados por serviços gratuitos como Pluto TV e Tubi. A diferença é que a companhia poderia usar essa modalidade como uma extensão de um ecossistema que já reúne algumas das franquias mais reconhecidas do entretenimento.

D’Amaro disse aos investidores que uma oferta sem mensalidade também aumentaria o espaço disponível para publicidade e poderia ajudar a levar novos consumidores ao Disney+. Segundo o executivo, a empresa tem demanda comercial para ampliar esse inventário, mas ainda não possui um produto específico para anunciar.

“Não temos nada específico para anunciar hoje, mas definitivamente é algo que estamos considerando”, afirmou o CEO.

A fala deixa uma diferença importante: a Disney não anunciou um novo streaming gratuito. O que existe, neste momento, é um projeto em avaliação dentro de uma estratégia mais ampla para aumentar a presença digital da companhia.

Esse movimento chega enquanto o mercado de streaming tenta resolver uma conta que ficou mais complicada. Depois de anos de disputa por assinantes, empresas passaram a combinar planos com anúncios, aumento de preços, pacotes e novas formas de distribuição. Uma camada gratuita colocaria a Disney em outra frente dessa competição.

Disney+ quer deixar de ser apenas catálogo de filmes e séries

Desde que assumiu o comando da companhia, em março de 2026, Josh D’Amaro vem defendendo uma transformação do Disney+ em um centro digital mais amplo da marca.

A ideia inclui aproximar filmes, séries, esportes, jogos, produtos e experiências dentro da mesma plataforma. A integração entre Disney+ e Hulu também faz parte desse desenho e deve avançar ainda em 2026.

Publicidade

A ESPN ganha peso nessa reorganização por ampliar a presença de esportes no ecossistema, enquanto jogos, personalização e benefícios ligados aos assinantes aparecem entre as frentes que a companhia pretende desenvolver.

O objetivo vai além de colocar mais títulos no catálogo: é aumentar o número de ocasiões em que o público entra em contato com a Disney — pagando ou não.

Os números ajudam a explicar o interesse. No terceiro trimestre fiscal de 2026, a receita do negócio de entretenimento por streaming, que inclui Disney+ e Hulu, cresceu 11% e alcançou US$ 5,5 bilhões.

Uma versão gratuita, portanto, não significaria necessariamente abandonar as assinaturas. Ela poderia funcionar como a camada mais aberta de um sistema criado justamente para levar parte desse público até os serviços pagos.

Por enquanto, a mudança continua no campo dos estudos. Mas o fato de a Disney discutir publicamente um streaming gratuito já mostra que a próxima disputa do setor pode não ser apenas por quem aceita pagar — e sim por quem ainda não paga nada.

Rafha Costa
Rafha Costahttps://portalg.com.br
Rafha Costa é editor do Portal G e cobre entretenimento, cultura pop, campanhas de marca, ativações, experiências digitais e comportamento de consumo no Brasil.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Publicidade
Leia mais
Publicidade
Portal G