Enquanto muita gente acompanha a Copa do Mundo só pela TV, existe um outro campeonato acontecendo fora dos gramados: a corrida para completar o álbum oficial. E Brasília decidiu levar essa obsessão para dentro de um estádio.
No próximo domingo (28/6), a Arena Mané Garrincha recebe o “Arena Figurinhas – A Maior Troca de Figurinhas do Brasil”, evento que promete reunir colecionadores de diferentes regiões do país em torno de uma das tradições mais resistentes do futebol mundial.
A ideia chama atenção justamente porque transforma um espaço normalmente reservado para jogos e shows em uma espécie de feira gigante de troca de cromos. O gramado do estádio vai virar território de negociações improvisadas, páginas abertas no chão e gente repetindo a clássica pergunta: “tem figurinha repetida aí?”.
A Copa além do campo
O encontro acontece em parceria com a Panini e terá experiências temáticas ligadas ao universo da Copa do Mundo, além de ativações de marcas e ações voltadas para famílias e fãs do torneio.
Mas o evento também tenta explorar algo que vai além do álbum. Nos últimos anos, a cultura das figurinhas deixou de ser apenas um hábito infantil e virou uma febre compartilhada por adultos, influenciadores e grupos inteiros nas redes sociais. Em época de Mundial, completar páginas passou a funcionar quase como ritual coletivo.
Brasília entra nessa onda tentando centralizar um movimento que normalmente acontece de forma espontânea em praças, bancas e estacionamentos de shopping.
Troca vira corrente solidária
Entre as ações previstas está a campanha “Ajude uma Família a Completar o Álbum da Copa”, criada para arrecadar figurinhas repetidas e também álbuns destinados a famílias que ainda não conseguiram completar a coleção.
A proposta usa justamente o lado mais curioso desse universo: aquilo que sobra para um colecionador pode ser a peça que falta para outro. E talvez seja esse o motivo de eventos assim continuarem atraindo tanta gente mesmo na era digital.
No fim, pouca coisa consegue unir desconhecidos tão rápido quanto uma figurinha difícil da Copa. E isso diz muito sobre a força cultural que o álbum ainda tem no Brasil.

