Se a Copa do Mundo cresce, o álbum acompanha. A Panini confirmou que já está trabalhando no álbum oficial da Copa do Mundo FIFA 2026, que ainda não tem data de lançamento, mas já nasce com um rótulo importante: será o maior da história da coleção.
O movimento faz parte da estratégia da editora de antecipar expectativa e manter o álbum no centro da conversa muito antes do início do torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, com 48 seleções pela primeira vez.
Segundo informações já divulgadas ao mercado, a coleção deve trazer cerca de 980 figurinhas, quase 300 a mais do que a edição de 2022, distribuídas em aproximadamente 112 páginas. Cada pacote, quando chegar às vendas, deve custar em torno de R$ 7 e conter sete cromos.
O aumento no tamanho do álbum acompanha a nova configuração da Copa. Cada seleção deve aparecer com 20 jogadores, além das figurinhas especiais que fazem parte do DNA da coleção, como estádios, bola oficial, troféu e selos temáticos.
Apesar da confirmação do projeto, a Panini ainda não anunciou oficialmente quando o álbum começa a ser vendido. Mesmo assim, o setor trabalha com projeções baseadas no histórico das últimas Copas. Tradicionalmente, o álbum chega às bancas entre dois e três meses antes do torneio, o que coloca a expectativa para a segunda quinzena de abril de 2026, com possível pré-venda em março.
Mais do que um produto editorial, o álbum da Copa funciona como uma engrenagem cultural. Desde a primeira edição oficial, lançada em 1970, ele atravessa gerações e transforma o pré-Copa em um período de encontros, trocas e rituais coletivos.
No Brasil, esse comportamento costuma começar antes mesmo do lançamento. Adultos retomam o hábito de colecionar, famílias se organizam e grupos de troca surgem em praças, shoppings e redes sociais, criando um ecossistema que vai além do futebol.
O sucesso contínuo do álbum não depende apenas do esporte em campo. Ele mistura nostalgia, desafio e interação social. Completar a coleção raramente é um processo individual — trocas presenciais e grupos online ajudam a reduzir custos e tornam a experiência mais acessível.
Sem trocas, o valor total para completar o álbum pode chegar a algumas centenas de reais. Com organização coletiva, esse custo costuma cair, reforçando a importância dos encontros como parte essencial da experiência.
Com uma Copa maior, espalhada por três países e com mais seleções do que nunca, a edição de 2026 ainda nem chegou às bancas, mas já sinaliza seu papel: repetir um ritual que transforma figurinhas em memória, conversa e expectativa compartilhada entre fãs do futebol.
