Bean to Bar Brasil colocou São Paulo no centro do chocolate artesanal entre 10 e 16 de agosto, durante a sexta edição da Bean to Bar Chocolate Week. A programação reuniu produtores, especialistas e consumidores em diferentes pontos da cidade e acompanhou o chocolate desde a origem do cacau até a barra pronta.
A edição já foi encerrada, mas ajudou a reforçar uma discussão que ganhou espaço no setor: de onde vem o cacau, quem participa dessa cadeia e como as características da matéria-prima interferem no sabor final.
Mais do que apresentar marcas e produtos, o evento mostrou como o movimento bean to bar tenta aproximar o consumidor de etapas que normalmente ficam invisíveis na produção convencional.
Origem do cacau ganhou protagonismo
Entre os dias 10 e 14 de agosto, o SENAI Barra Funda recebeu debates sobre a cadeia produtiva do cacau e do chocolate, além de cursos, painéis e degustações.
O termo “bean to bar”, traduzido livremente como “da amêndoa à barra”, descreve fabricantes que acompanham de perto etapas como seleção dos grãos, torra, moagem e formulação do chocolate.
Nesse modelo, conceitos como origem, rastreabilidade e perfil sensorial ganham importância. Assim como acontece com cafés especiais e vinhos, diferentes regiões produtoras podem gerar sabores distintos dependendo da variedade do cacau, do solo e do processamento.
Feira levou chocolate artesanal à Avenida Paulista
Nos dias 15 e 16 de agosto, o Conjunto Nacional recebeu a etapa mais aberta da programação, com uma feira gratuita dedicada ao chocolate artesanal.
Ao todo, participaram 28 marcas brasileiras de chocolate bean to bar, além de produtores ligados a cafés especiais, queijos, charcutaria e gelatos artesanais.
A mistura ajudou a ampliar o encontro para além das barras de chocolate e aproximou diferentes segmentos que compartilham uma mesma lógica: valorização de origem, produção em menor escala e atenção ao processo.
Chocolate passa a ser tratado como produto de origem
Esse talvez seja o aspecto mais interessante do movimento. Durante muito tempo, o chocolate foi apresentado principalmente pelo percentual de cacau ou pela combinação de ingredientes.
O bean to bar acrescenta outra camada: quem produziu o cacau, onde ele foi cultivado e como cada etapa interfere no resultado final.
A edição de 2026 da Bean to Bar Chocolate Week já terminou, mas deixou em evidência um comportamento que continua crescendo no mercado artesanal: consumidores cada vez mais interessados em conhecer a história por trás do alimento, e não apenas o produto pronto.


Penso, que o evento é importante para o fomento das iguarias e sobretudo, para o aquecimento a economia sob o aspecto da produção artesanal.
O PP-PDE do Brasil Partido Político das Pessoas que desenvolvem a economia vê com bom olhos toda forma de profissionalismo, e tem o objetivo de junto com os diversos profissionais do Brasil alcançar cada dia mais a valorização profissional e o fortalecimento do Art 6° e7° da constituição federal.
CintiAAigner Presidente do PP-PDE do Brasil.