A volta de “Toy Story” aos cinemas não nasceu da saudade — mas de uma inquietação atual. Sete anos após anunciar o fim da franquia, a Disney decidiu retomar a história com um novo conflito: o impacto das telas na infância.
A decisão gerou reação imediata de parte do público, que via o quarto filme como um encerramento definitivo. Ainda assim, o estúdio seguiu com a produção do quinto capítulo, agora conduzido por Andrew Stanton, diretor de “WALL-E”.
Segundo Stanton, a motivação veio de uma observação direta do cotidiano. “Quando a tecnologia entra em cena, ela vence. Isso acontece com adultos e crianças. Ela simplesmente vence”, afirmou. A proposta, segundo ele, foi explorar justamente esse desequilíbrio entre brinquedos e dispositivos digitais.
Na trama, Bonnie ganha um tablet chamado Lilypad, que passa a concentrar sua atenção. O objeto, como outros do universo da franquia, também ganha vida — mas com uma presença antagonista, simbolizando a substituição das brincadeiras tradicionais.
O enredo acompanha a reação dos brinquedos diante desse novo cenário. Jessie tenta reunir o grupo ao perceber o risco de abandono, enquanto Woody retorna para ajudar a enfrentar a situação ao lado da antiga turma.
Mais do que uma simples continuação, o novo filme tenta reposicionar a franquia dentro de um debate atual: até que ponto a tecnologia redefine a forma de brincar — e o que fica para trás nesse processo.
Apesar das críticas iniciais, o filme aposta em um tema contemporâneo para justificar sua existência. Nos bastidores, ainda circulam rumores sobre um possível sexto filme, embora a Disney não tenha confirmado novos desdobramentos.
“Toy Story 5” tem estreia prevista para 18 de junho de 2026.
