sábado, 11 abr 2026
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Apple aposta em rival para viabilizar iPhone dobrável e isso muda o jogo

Apple recorre à Samsung para acelerar entrada no mercado de dobráveis

Em: Portal G

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A história curiosa aqui não é só o iPhone dobrável, mas quem vai torná-lo possível. Nos bastidores da tecnologia, a Apple decidiu confiar justamente na Samsung sua concorrente direta para dar vida a um dos projetos mais aguardados da marca.

O acordo prevê que a divisão de telas da empresa sul-coreana será a fornecedora exclusiva dos displays flexíveis nas três primeiras gerações do novo aparelho. Na prática, isso significa que o futuro iPhone dobrável nasce com DNA compartilhado entre duas gigantes que disputam o mesmo público há anos.

A escolha não veio por acaso. Segundo analistas, outras fabricantes não conseguiram atingir os padrões técnicos exigidos. A chinesa BOE ficou abaixo do esperado, enquanto a LG Display ainda não tem histórico consistente com esse tipo de painel em smartphones. No fim, sobrou a empresa que já domina esse território.

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Ilustração de um smartphone dobrável da Apple parcialmente fechado, flutuando contra um fundo azul sólido.
— Foto: Divulgação

Mesmo assim, o começo deve ser contido. A produção inicial estimada gira em torno de 3 milhões de unidades de painéis OLED dobráveis para 2026 bem abaixo de projeções anteriores que falavam em até 10 milhões. O número reduzido indica uma estratégia cautelosa: testar a recepção do público antes de escalar.

Do ponto de vista técnico, a promessa é de um salto relevante. Os displays devem usar a tecnologia chamada “Color Filter on Encapsulation” (CoE), que elimina camadas tradicionais e integra filtros de cor diretamente na estrutura. Na prática, isso pode resultar em telas mais brilhantes, com melhor eficiência energética e cores mais precisas pontos críticos em dispositivos dobráveis, que ainda enfrentam desafios de durabilidade e consumo.

Há também um detalhe que chama atenção: enquanto corre para entrar nesse mercado, a Apple chega atrasada. A Samsung já acumula gerações de experiência com a linha Galaxy Z Fold, o que ajuda a explicar por que virou peça-chave até para a concorrente.

No fim, o movimento revela mais do que uma simples parceria. Ele expõe como, em tecnologia, rivalidade e dependência caminham lado a lado. E deixa uma pergunta no ar: quando o produto finalmente chegar, o que vai pesar mais a marca ou a tecnologia por trás dela?

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